O Sorriso de Mona Lisa, Katherine Watson e eu

Julia Roberts como Katherine Watson em ''O Sorriso de Mona Lisa''.

No carnaval de 2018 tive alguns momentos meio brocoxô em meio à alegria e folia, por vários motivos diferentes. O primeiro deles, ouso dizer, ainda era o reflexo dos transtornos mentais que tinha acumulado no ano anterior, alguns com os quais já convivia há um tempo, outros que nem tanto, fora fatores que surgiram no próprio momento. Em resumo, era a antítese em pessoa, hora fazendo maquiagens temáticas empolgadíssima, hora me enroscando deitadinha na minha cama no escuro tão melancólico quanto a minha alma estava. E aí, nesse segundo cenário, zapeando pela Netflix afora, dei de cara com um filme assistido bem por alto quando mais nova, mas não sabia se tinha realmente absorvido: O Sorriso de Mona Lisa. Foi nesse dia que Katherine Watson mudou de vez a minha vida.

Mas antes, pra quem não conhece, trago contexto! O Sorriso de Mona Lisa é um filme de 2003 protagonizado pela maravilhosa Julia Roberts no papel da professora de história da arte Katherine Watson, que sai da Califórnia para dar aulas em uma das principais faculdades para moças do país, conhecida pelo perfil conservador, quase um local onde as alunas ricas frequentam enquanto esperam pelo seu casamento. Em meio à década de 1950, Katherine é considerada subversiva por ter visões progressistas, principalmente em relação ao papel da mulher na sociedade, e ao passar isso para suas alunas, apresentando a elas arte além dos padrões e as incentivando a enxergar a própria vida dessa forma, acaba pisando no calo não só de algumas delas, mas também de outras pessoas ao seu redor.

Julia Roberts como Katherine Watson em ''O Sorriso de Mona Lisa''.
Julia Roberts como Katherine Watson em “O Sorriso de Mona Lisa”, imagem via Microsoft.

Sabe aquela máxima do “O que você quer ser quando crescer?”, tão comum quando a gente é criança? Fazia muito tempo que eu não tinha uma resposta pra isso tão clara na minha mente. A maneira como ela dá a volta por cima em cada humilhação, o domínio da própria disciplina além dos padrões exigidos pela universidade, a enorme fé no que faz e, principalmente, como toca a vida das meninas em aspectos ainda maiores que o acadêmico. Em diversos momentos é acusada de hipocrisia e a primeira vez que assisti, há tanto tempo e muito mais crua que sou hoje, até concordei, mas agora não, agora consigo dar razão em cada atitude. Hipócrita é o meio em que está inserida e, oh, quase 70 anos se passaram aqui na vida real desde aquele contexto, muita coisa mudou, mas muitas outras continuam exatamente iguais. Pena!

Alguns meses antes desse click, estive perto de participar do processo seletivo de uma pós graduação de ensino de artes incrível, mas deixei passar… O arrependimento veio FORTE depois disso! Como não dá pra chorar sobre leite derramado, passei pouco tempo remoendo esse passado e rapidinho foquei em abraçar o futuro. Entre abraçar e viver não foi tão instantâneo, mas foi rolando. O passo mais importante, a decisão pelo caminho, foi dado, era hora de botar o pé na estrada. Agora, relembrando tudo o que rolou, foi muito mais na base dos tropeços e quedas do que de levantes. No meio da madrugada pós aniversário, puff, a decisão de estudar mulheres artistas. Uma ligação de propaganda que atendi sem querer, alá, um mundo de pós EAD que poderia cursar. Em dado momento até o mestrado que tanto reneguei se tornou possibilidade nessa cabecinha. Que loucura…

Katherine e suas alunas Giselle Levy (Maggie Gyllenhaal) e Joan Brandwyn (Julia Stiles).
Katherine e suas alunas Giselle Levy (Maggie Gyllenhaal) e Joan Brandwyn (Julia Stiles), imagem via Empire Online.

Quando criei o Vênus em Arte, um canal para ensinar história da arte através das mulheres artistas, hoje também podcast, era só um jeito de me forçar a produzir sobre o assunto como forma de estímulo, pra não deixar a chama apagar. Com o tempo ele foi me dominando, virou conteúdo aqui, nas redes sociais, brincadeiras que causam interação e engajamento nos Stories e, ai, o céu é o limite. Não cheguei a pisar numa sala de aula, o plano original, mas ensinei e principalmente aprendi tanta arte além do que os livros vinham me mostrando até então que, de vez em quando, já me sinto a Katherine Watson contemporânea. Talvez seja pretensão da minha parte, eu sei. Mas na vida tem espaço até pra isso, pra ser a primeira admiradora da sua jornada pessoal. Ajuda a colecionar outras admirações por aí.

Esse se tornou o maior dos meus “filmes confortos” desde então, busco por ele sempre que preciso lembrar como é estar bem. Agora uma breve ironia é o fato de que minha cena favorita sequer conta com a presença dessa personagem amada, tão fabulosa que precisa ser mencionada, aula de sororidade quando a gente nem sabia o que significava essa palavra. Em dado momento, frustrada com a vida, uma das alunas tenta descontar isso na outra, a ofendendo através das próprias dores. A colega, sabendo do que está acontecendo, tenta fugir sem rebater, e quando é confrontada diretamente retribui com um abraço de consolo. Falar aqui não vai descrever realmente sua força, mas é reflexo indireto do que foi plantado na sala de aula, que as incentivou muito além do ensino de artes. Eu sei, é mais pretensioso ainda sonhar com esse fazer diferença… Mas quem sabe um dia?

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo quinto, referente a 2018.

O Sorriso de Mona Lisa, Katherine Watson e eu | Dia 15 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Minhas tatuagens do signo de Câncer

Duas fotos de uma mesma pessoa, de pele clara e cabelos escuras. Na primeira ela está de costas, com uma tatuagem de constelação de Câncer no ombro direito, e na segunda de frente, com uma tatuagem de caranguejo no ombro esquerdo.

Entre o final de 2018 e início de 2019, eu, Dani e Pati marcamos horário na Larissa Louise, nossa tatuadora favorita, para fazer duas tatuagens cada. A primeira, que pedia por esse agendamento em conjunto, é nosso trevo de amigas-irmãs, fonte de várias visualizações diárias aqui nesse blog desde então e já até copiada pelo Pinterest afora, cheia de significados que a gente adora. As segundas eram diferentes, mas dentro da mesma temática, já que cada uma decidiu fazer uma representação do próprio signo solar (Câncer, Touro e Peixes, respectivamente). As meninas já tinham definido que fariam suas constelações em lugares diferentes, que acabou sendo o mesmo na hora, o lado direito da costela, onde eu já tenho o última frase de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” desde antes. Eu, por outro lado, escolhi não só uma região do corpo diferente, mas também a imagem.

A real é que eu não gostava da constelação de Câncer de jeito nenhum. Ela é mais ou menos um Y tortinho de cabeça pra baixo e achava meio bobo, sabe? Não conseguia me enxergar ali por isso. No lugar dela optei por um caranguejo, animal que é a principal representação do signo e que define nosso esteriótipo em diversos pontos… O interior molinho que a natureza cobriu com uma casca grossa pra proteger, a tendência de andar pros lados desgovernadamente quando acuados, o apego pelo lar a ponto de não conseguir sair dele e, claro, a fincada de pinça bem dada em quem ameaça tudo isso. Eu me identifico com TODOS! Já tinha uma line art que era doida pra tatuar, feita pelo DFT, então mandei mensagem pedindo autorização, recebi resposta positiva e encaixei, junto com a Lari, o desenho bem no ombrinho esquerdo.

O resultado ficou absolutamente maravilhoso!

Foto da tatuagem de caranguejo, recém feita, com a região do ombro ainda vermelha.
Ainda no estúdio, bem vermelha.
Foto d tatuagem de caranguejo já cicatrizada, com a linha bem fina e preta.
Pouco mais de um mês depois, cicatrizada em pleno carnaval!

E aí esse post podia parar bem por aqui, né, significado apresentado, foto postada, vida que segue? Nana-nina-não, mores, pois a INVEJA se apoderou do meu ser e não permitiu. Quando vi as constelações das meninas lá, lindas, fininhas, estrelares, ah, não, eu quis a minha também! O formato que antes não me agradava antes começou a soar simpático a cada nova referência que eu encontrava até que, de repente, a solução surgiu na minha vida… Vi uma tatuagem linda, feita de estrelinhas, sem constelação nem nada, só elas isoladas, espalhadas pelo ombro da moça da foto. Meu olhos brilharam! Já consegui enxergar algo parecido em mim. À medida que eu navegava iam aparecendo outras, com luas e outros astros junto, pronto, questão solucionada, desejo oficializado, marquei o horário ainda em 2019, pouco depois do meu aniversário, quando o Sol ainda estava em Câncer. (Inclusive, esse ano, entra amanhã!)

Como boa canceriana que sou, chorei com o resultado.

Chorei porque o lugar escolhido, a região das costas perto do ombro, dessa vez o direito, mexe com minha auto estima demais já há algum tempo porque eu tenho MUITAS marcas de espinha ali e na época que fiz a tattoo elas tinham voltado com força, foi bem quando decidi parar de tomar anticoncepcional… A neura que já tinha passado alguns anos antes depois de umas fotos bem legais que tirei tava voltando toda de uma vez. E veio a Lari, com essa tatuagem, e transformou tudo em estrelas! Ela também colocou uma lua, que é regente do signo, Saturno, porque eu tava bem na época do seu famoso, e uma galáxia lá longe, pra dar um “tchan”. Ficou a coisa mais linda do mundo e a única coisa que lamento é o fato de não vê-la com frequência.

Foto da tatuagem da constelação de Câncer recém feita, ainda com plástico protetor.
Logo depois de chegar em casa, ainda com o plástico de proteção.
Foto tirada no escolho da tatuagem da constelação após a retirada do plástico.
Dois ou três dias depois, após retirada do plástico.

Eu amo o fato de que essas duas tatuagens aparentam diferentes, mas representam a mesma coisa e têm traço parecido. Amo que ficam em lados opostos de uma mesma região do corpo, mostrando que sou canceriana de frente e costas, direita e esquerda. Amo tudo, nas duas! Às vezes me dá um siricutico de fazer uma terceira com o símbolo também, mas em seguida me acalmo, respiro, lembro que tenho muita arte legal pra estampar esse corpo ainda e pouco dinheiro pra colocar em prática, então deixarei que essas cumpram seu papel astrológico e, quando puder, parto pras próximas, de valor tão sentimental quando o Sol me faz ser.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo quarto, referente a 2017, ano em que fui tatuada pela primeira vez.

Minhas tatuagens do signo de Câncer | Dia 14 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Antologia Beijo

Aparelho Kindle ligado na capa do livro Beijo, de vários autores. A capa é toda branca, com o sombreado de duas bocas se beijando e o título em letra refinada em cima. Acima está o nome da organizadora e abaixo a logo da editora. A foto também contém um batom vermelho de embalagem branca à direita e um copo deitado com balas de gelatina compridas também vermelhas dentro. O fundo é composto de papéis de três texturas diferentes: vermelha com corações brancos, listrado de preto e branco e branco com bolinhas pretas e marcas de bocas vermelhas.

Beijo (Antologia) *****
Capa do livro Beijo, de vários autores. A capa é toda branca, com o sombreado de duas bocas se beijando e o título em letra refinada em cima. Acima está o nome da organizadora e abaixo a logo da editora. Organização: Marianna Roman | Autores: Dielson Luz, Felipe Sanches, Kaline Bogard, Luly Lage, Nina Guerra, N S Fittz e Vanessa Oliveira.
Gênero: Romance, Crônica, Poesia
Ano: 2021
Número de páginas: 105p.
Editora: Grupo Editorial Quimera
Sinopse: “BEIJO
Beijo soprado
Beijo molhado
Beijo roubado
Beijo apaixonado

Beijo com medo
Beijo bem cedo
Beijo em segredo
Beijo de arremedo

Beijo comprido
Beijo bandido
Beijo fingido
Beijo escondido

Beijo de engodo
Beijo com remodo
Beijo que explodo
Beijo num todo

Beijo de veludo
Beijo sortudo
Beijo com conteúdo
Beijo… Sobretudo!”
(fonte)

Comentários: De 1781 a 2020, entre casais hétero e homo afetivos, nas suas relações que duram anos e as que nem sabemos quanto tempo vão durar, vividas por personagens com nomes repetidos e sem nome nenhum, que têm seus momentos contadas por meio de crônicas e poemas… A Antologia Beijo foi um dos lançamentos de Dia dos Namorados do Grupo Editorial Quimera, a primeira do selo exclusivamente digital nelas. Com organização de Marianna Roman e textos não só seus, mas também de outros sete escritores, esse livro fala da manifestação de carinho mais gostosa que existe no mundo, ele, o beijo! Alguns bastante planejados, outros quase inesperados, de amor e paixão e desejo e até curiosidade. Beijos pedidos, roubados e que acontecem tão naturalmente que nem dá pra saber de quem partiu primeiro. Muitos beijos e beijos bons!

“Uma suave inclinada para frente e lá estava o precioso e inacreditável beijo cinematográfico. Ou ao menos foi assim que pareceu tanto na mente dos dois, quanto da ansiosa plateia.”

Aparelho Kindle ligado na capa do livro Beijo, de vários autores. A capa é toda branca, com o sombreado de duas bocas se beijando e o título em letra refinada em cima. Acima está o nome da organizadora e abaixo a logo da editora. A foto também contém um batom vermelho de embalagem branca abaixo e um copo deitado com balas de gelatina compridas também vermelhas dentro à direita. O fundo é composto de papéis de três texturas diferentes: vermelha com corações brancos, listrado de preto e branco e branco com bolinhas pretas e marcas de bocas vermelhas.
Capa

As histórias são todas diferentes, vindas desde adolescentes descobrindo o que estão fazendo até monstros que se sentem amaldiçoados por ser quem são, se passando em diferentes épocas e lugares, mostrando o ponto de vista de pessoas também heterogêneas que se propuseram a celebrar o amor. De verdade, não consigo escolher minha favorita entre elas. O sorriso de expectativa pelo que estava para acontecer ficou no meu rosto quase o tempo todo enquanto a leitura rolava e quando acabou, ao abrir a página final de agradecimento, levei um susto, fluiu tão bem que dava pra continuar lendo muitas outras. E sabe o mais louco dessa história? Eu nem saberia que esse livro LINDO existe se não tivesse trombado com o edital de envio de textos dele e decidido participar! Conheci outros trabalhos que tinham o mesmo ponto de partida, mas que seguiram para estações diferentes, igualmente envolventes.

Os dois caíram na gargalhada, e estavam a soluçar de tanto rir. Sentados lado a lado na cama quando (…) estufou o peito como quem busca coragem para algo muito importante e o beijou.

O trabalho gráfico da editora está belíssimo, seria injusto falar do e-book sem menciona-lo. Eu nunca tinha visto uma antologia digital autografada e tiveram até esse cuidado, digitalizando as assinaturas e colocando numa página dedicada a isso. É tão especial, né, saber que foi pensado com tanto carinho quanto o que está presente nas narrativas, é como se fosse um beijinho deles em quem lê. Também existem páginas de respiro cheias de marcas de beijos vermelhos (a louca do batom vermelho pira com isso!) e, em cada história, um código do Spotify para acessar sua trilha sonora, que contribui pro clima que elas propõe. O livro em si tem uma playlist geral de músicas beijoqueiras, pra quem quer continuar na vibe mesmo depois de acabar – ou até apertar o play na hora que for fazer como as personagens e beijar bastante, por que não? Hahahaha!

Aparelho Kindle ligado na página de autógrafos do livro, que conta com assinatura dos autores das oito crônicas poesias da publicação.. O aparelho está inserido no mesmo cenário das outras fotos.
Página com autógrafo de todos os autores.

Falando agora como autora, e não leitora, preciso enaltecer minha “Maresia”, que saiu de supetão e carrega um monte de lembranças boas na sua criação. Quando vi o edital ela veio direto na minha cabeça, pronta, tão fácil que parecia até errado, mas era sinal de que tava tudo certo. Ela é mais ou menos baseada em fatos reais, não vou mentir, mas ainda assim grande parte do enredo é composto de ficção. Quando já tinha começado, quase acabando, decidi que queria deixar a coisa mais aberta do que estava: mantive o gênero da narradora explícito, mas dei um jeito de, em momento algum, deixar claro o da pessoa com quem ela se relaciona. Sendo assim os beijos dos quais me referi podem ter sido com quem os leitores quiserem, na cidade litorânea que desejarem, enquanto eu, daqui, sei exatamente com quem e onde foram – ou quase…

“Meus braços agarraram seu corpo com força e o movimento foi recíproco, senti uma mão entrelaçada nos meus cabelos enquanto as minhas buscavam segurar seu pescoço, encontrando encaixes cada vez melhores onde parecia não ter como melhorar.”

Aparelho Kindle ligado na página 57 do livro, primeira da crônica Maresia, de Luly Lage. Abaixo do título e do nome da autora há um código para ouvir a música tema no aplicativo Spotify e, em seguida, a história começa. O aparelho está inserido no mesmo cenário das outras fotos.
Primeiro página da minha crônica.

Para conhecer o trabalho do Grupo Editorial Quimera vocês podem acessar o site da editora, Instagram, Twitter e Facebook. O e-book pode ser comprado diretamente na loja deles, com instruções de como enviar para o Kindle na página do produto. Se quiser conhecer sobre o trabalho de cada autor individualmente, é só segui-los também nos perfis @mariannaromanoficial), @autor_dielson.luz), @felipe.sanches.397, @kalinebogard, @lulylage, @ninaguerraa e @nsfittz.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo terceiro, referente a 2016, o ano de onde veio minha inspiração para “Maresia”.

Antologia Beijo | Dia 13 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Meus batons vermelhos favoritos do momento!

Foto de cinco batons vermelhos, entre líquidos, lápis e em bala, deitados abertos lado a lado, alinhados. Eles estão sobre papéis de duas estampas diferentes, um com símbolos de bocas vermelhas e o outro listrado de preto e branco.

Comemorando que ontem foi o Red Lips Day, criado pela Rê Vitrola pra celebrar as maravilhas do batom vermelho, e que já faz 6 anos desde que fiz uma lista parecida com essa por aqui na data, é hora de dar uma atualizada. Decidi que não repetiria nenhum dos que já foram citados anteriormente, primeiro porque não faz sentido produzir na base do repeteco e segundo, e mais importante, porque meu consumo de maquiagem tem mudado muito desde que passei a analisar a importância do assunto na minha vida e, principalmente, só comprar as livres de crueldade. Ainda tenho algumas remanescentes que não são e não recuso se vier de presente, mas do meu bolso não sai. Dos anteriores só mantenho o Mrs. Mia Wallace, da Urban Decay, na lista de amores (e bota amor!), então agora ‘bora renovar tudo com meus 5 batons vermelhos favoritos do momento!

Batom líquido Bruna, da Linha Bruna Tavares

Batom Bruna, da marca linha Bruna Tavares, colocado aberto deitado sobre uma superfície plana de estampas variadas.

Já faz alguns anos que o batom Bruna, da Linha Bruna Tavares, se tornou um favoritão. Juro, se eu fosse criar o “batom Luly” seria da mesma cor e textura, talvez só o faria em bala porque ainda tenho mais facilidade com eles do que com os líquidos. Considero a Bruna a maior revolução que já aconteceu no mercado nacional de maquiagem, trazendo tecnologias inovadoras de qualidade a preços bem mais acessíveis que dos importados, às vezes até com mais afinidade, por ser pensados pro público brasileiro. Tenho alguns queridinhos da marca e bem menos itens do que gostaria, mas tô satisfeita com esses “poucos e bons”, sendo esse batom o topo da lista de satisfação!

Batom líquido Vermelho Hibisco, da Linha Niina Secrets para Eudora

Batom líquido Vermelho Hibisco da Linha Niina Secrets para Eudora, com embalada quadricular e tampa rosa. O produto está aberto, deitado, com a tampa e aplicado ao lado.

Ok, preciso confessar que sou fã do trabalho da Niina Secrets na internet, então quando ela anunciou a linha em parceria com a Eudora até tremi. Hoje tenho, pelo menos, um item de cada que ela já lançou (até tentei reproduzi-los no Maquiagem Virtual da Barbie), obviamente entre os batons a escolha foi o Vermelho Hibisco, né? Ouso dizer que esse tinha grande chances de se tornar meu favorito da vida se o tom fosse um pouco mais aberto, tem uma textura incrível, seca super bonito e dá pra retocar sem precisar tirar o que já foi passado. Gosto bastante da cor também, é o vermelho fechado da minha penteadeira, e a única coisa que não me agrada é o cheiro, que no resto da linha ficou delicioso mas nesse não funcionou. Não que seja problema, é só passar que sai e a partir daí só alegria!

Lápis batom Insta Lip Matte Vermelho, da linha Intense de O Boticário

Lápis batom Vermelho  da linha Intense de O Boticário, aberto e deitado sobre as mesma superfície plana estampada das outras fotos.

A primeira vez que usei esse batom foi como sombra, numa maquiagem com as cores da Grifinória que fiz pra um evento do Potter Club dois anos e meio atrás (ô, saudades!), nas fotos e vídeos não ficou tão bom mas ao vivo tava INCRÍVEL! Depois disso “roubei” oficialmente o lápis Insta Lip Matte Vermelho da minha mãe e adicionei de vez no minha lista de queridinhos. Antes tinha a impressão de que não me daria bem com esse formato, mas foi o contrário, acho super prático de passar, dá pra delinear e preencher, bem dois em um, e o acabamento fica tudo, bem sequinho e dá pra deixar mais intenso reforçando com camadas. Quero testar de outras marcas!

Batom Roma Red, da Mary Kay

Batom Roma Red, aberto, com a tampa ao lado, deitado, com partes dos outros batons citados no post colocados ao seu redor, aparecendo parcialmente nas laterais da foto.

Bom, preciso confessar que o Roma Red é, na verdade, da minha irmã. Ela deixa no armarinho do meu banheiro para ficar mais rápido usar quando vai sair (o que agora, com as máscaras, tem sido bem raro) e aí, de vez em quando, no dias que me dá na telha e bate aquela vontadezinha de variar, me aproveito dele, hahahaha. Tem pouco tempo que uso os produtos da Mary Kay, tenho uma base de lá que AMO, inclusive, e taí um batom que super teria um só meu, também, é super gostosinho de aplicar e na boca, além de ser bem da cor que gosto!

Batom Pimenta Matte, da linha Color Trend da Avon

Batom Pimenta Matte, da marca Avon, linha Color Trend, aberto deitado sobre a superfície. Ao seu lado, partes dos outros batons estão visíveis também deitados.

Eu tenho uma relação MEGA afetiva com esse porque meu primeiro batom vermelho foi da linha Color Trend da Avon, numa coleção da Angélica no início dos anos 2000. Eles não são parecidos entre si em NADA além da marca, mas mesmo assim dá uma nostalgia, não sei explicar. Quem me deu de presente foi minha cabeleireira, que sabe que amo, e virou bem batonzinho dos dias tristes… Sabe quando você tá meio brocoxô, quase sem se reconhecer e precisando apertar aquele botãozinho que vai te ajudar a olhar pro espelho, respirar fundo e seguir pra vida? Esse é meu botãozinho, e é bom, bonito e barato!

Pra finalizar eu tentei, e coloquem ênfase no “tentei”, fazer um swatch deles juntinhos no braço, bem do lado do meu “Lulyfante”, mas tirar foto sozinha em posições desfavoráveis nunca dá muito certo, né? Tudo bem, antes feito do que perfeito, o importante é conseguir fazer uma comparação do visual de tonalidade, textura e afins… Depois dessa foto pressionei os dedos em cada um deles para testar a transferência e, coincidentemente, ficou dentro dessa ordem, mesmo, da menor para o maior, ou seja, o Bruna tem a melhor fixação. E agora, fechando de vez, fica aqui o apelo de uma apaixonada a quem a lê: me indiquem mais batons vermelhos incríveis, lembrando que precisam ser livres de crueldade, pra eu colocar aqui no meu radar do futuro, quem sabe…

Braço de cor clara com uma tatuagem de elefante e swatches dos 5 batons descritos no post lado ao lado, ao longo dele em frente a ela.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo segundo, referente a 2015.

Meus batons vermelhos favoritos do momento! | Dia 12 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Bonecando: Reginald – Isul Light

Foto de um boneco Isul no modelo Light, com cabeça desproporcionalmente maior que o corpo , porém harmônica, com grande olhos azuis, cabelos castanhas e cor de pele clara. Ele usa um bonê de tons terrosos, camisa listrada clara, gravata xadrez em cor quente e um colete de cor terrosa.

A vantagem de reservar um tempinho para publicações que celebram a história do blog é que posso retomar assuntos que a falta de tempo me fez deixar passar na época que aconteceram, ainda que estejam “ultrapassados”, e seguem relevantes pra mim, bem pessoalmente. Quando comecei a planejar esses posts e refleti sobre algo para marcar 2014 nesse momentinho de passado que reflete no agora, de cara lembrei do melhor presente que ganhei naquele ano, e um dos melhores da vida: o Reginald, meu Isul Light. Desde que esse modelo de boneco foi lançado pela Groove, marca da qual tenho minha coleção apelidada carinhosamente de “Familinha”, fiquei doida por ele pra finalmente adicionar um menino à “turma”, e veio da forma mais gostosa do mundo!

Tudo começou com um outro modelo de Isul lançado, que tinha uma roupa meio de rockeirinho britânico que eu amava na época (e ainda gosto bastante, não vou negar). O boneco em si não tinha o visual que eu queria, meu “crush” foi pelo look, mesmo, mas era uma oportunidade perfeita de homenagear mais um ídolo/ícone ao dar nomes pra bonecas, que é meio que uma marca da minha coleção, dessa vez o maior de todos, Elton John. O nome escolhido foi Reginald, o de batismo do cantor, que eu até já usava no The Sims pra nomear meu filho do jogo. Era perfeito e me fez adiciona-lo na wishlist de vez. Meses depois saiu o lançamento do Isul Light, muito mais bonitinho e do jeito que eu realmente visualizava o Reg, então oficializei o desejo de forma 100% ideal. Gente, eu fiquei APAIXONADA!

Isul Light dentro da sua caixa, de cor marrom escura com o nome do boneco em baixo junto com decorações de luminárias de rua antigas e fundo azul claro.
O famoso “Momento Caixa”!
Luly Lage, uma mulher jovem de pele clara com cabelos escuros presos em duas tranças, segurando em frente ao rosto e admirando o boneco, com a expressão sorridente.
Um minuto para apreciação dessa carinha APAIXONADA!

Tava decidido, fui esperando o momento de $poder$ compra-lo até que, em meados de 2014, meu casal de amigos Mari e Vinicius me avisaram que queriam me dar uma doll de presente. Eu tinha começado a trabalhar com eles lá na Cia do Ponto e foi uma fase delicada da vida de todos nós, em que a gente se apoiou super (e vem fazendo isso desde então), queriam faze-lo como forma de agradecimento. Sabe aqueles momentos em que a gente fica até sem palavras? Foi bem assim. Eles estavam na dúvida, porém, se eu preferia esse boneco, mesmo, ou alguma outra que também gostaria de ter, e nem pensei pra responder porque o Reg era o topo da minha lista. Pediram, as semanas passaram e em 4 de novembro daquele ano, um dos dias de trabalho mais legais que tivemos por lá, ele chegou!

Imagina uma sala comercial, mistura de loja, ateliê e escritório, onde as três pessoas que ali trabalhavam estavam, de repente, promovendo uma entrega de presente regada a lágrimas. Mari chorou me entregando, eu chorei recebendo e o Vinícius chorou filmando a cena. Até Alysson, um amigo nosso que estava lá comprando alguma coisa, ficou todo emocionadinho mesmo sem saber o contexto da história. Foi lindo-lindo, MESMO, um presente que era tão foda pra que deu quanto pra quem ganhou. Provavelmente foi uma jornada de trabalho bem improdutiva, apesar de ter um evento grande à vista, porque o Reginald DOMINOU aquele dia, com fotos, risadas e até tentativas da Mari de fazer roupas pra ele (que acabou conseguindo, eventualmente). Eu fiquei tão encantada, mesmo nas semanas e meses e anos que foram passando, que rapidinho passei a chama-lo de “Mozim”, de tanto amorzinho envolvido na história.

Reginald, o Isul, fora da caixa. Ele veste trajes em tons terrosos que lembram trajes de detetives no século XIX em filmes, com estampa xadrez.
Fora da caixa, ainda em seu outfit original, e o biscoito da sorte que foi a sobremesa naquele dia.
Reginald sem a roupa original, com um moletom de manga curta e zíper na frente cinza e suspensórios azuis. Só é possível vê-lo da cintura pra cima. Atrás, de fundo, um padrão com ícones temáticos da cidade de Londres.
Iti bb *-*

Tenho duas características que refletem de maneira FORTE nessa “familinha” de dolls: o sentimentalismo em relação a TUDO o que me cerca e o costume de criar narrativas em toda e qualquer oportunidade que me surge, automaticamente. Sendo assim, tenho carinho por elas que vai além do valor material, e deixo que criem suas personalidades à medida que vou desenvolvendo as historinhas fotográficas, muito mais frequentes na época que usava o Flickr, mas ainda acontecem no perfil do Instagram que tenho para elas, o @lulydolls. Isso era parte forte do hobby nessa primeira rede quando comecei, em 2009, e rola bastante de forma cada vez criativa na segunda. Eu adoro, é como criar minhas próprias histórias em quadrinhos, mas com fotos, sei lá! Como “personagem” o Reg é bem tímido, mas muito talentoso no piano. Nem preciso dizer da infância de quem essa inspiração veio, né?

Leia também: Resenha do filme Rocketman, que conta de forma lúdica e musical sobre os primeiros 20 anos de carreira do Elton John, em especial sua parceria com o letrista e amigo Bernie Taupin.

O mais legal é que eu, com o tempo, acabei “arrastando” a Mari pro hobby também! Em junho do ano seguinte dei a ela sua primeira boneca de coleção, a Olívia, uma Dal Monomono que ela já era doida pra ter desde que nos tornamos amigas e ficou sabendo dessa paixão toda. Os dois são “padrinhos” do Reginald, que é um costume que a gente tem entre as colecionadoras, e eu sou da Via, ficou tudo em família. Foi essa mesma “coisa” de ser presente pra ambos os lados, uma troca de carinho incrível. A gente já viveu muitas coisas juntas por causa desse fator em comum que nasceu e até comemoramos o aniversário dele em 2016, que foi 50% uma desculpa para fazer um bolo de doce de leite e provar refrigerantes exóticos, mas os outros 50% em homenagem ao meu, ao NOSSO Mozim!

Reginald com uma camiseta cor de rosa da princesa Branca de Neve, da Disney, cercado por dois mini cactos que , ao seu lado, soam cactos de tamanho comum.
Meninos usam rosa, não era assim a fala??
Foto do boneco vestindo como o personagem Newt Scamander, do filme Animais Fantásticos e Onde Habitam, usando camisa branca, gravata borboleta xadrez, colete marrom e casaco longo azul marinho, com uma miniatura da criatura Tronquilho, um humanoide feito de graveto de madeira verde, no ombro esquerdo. A mão esquerda segura uma varinha no ar e a direita uma maleta. Ao funo, se vê uma decoração em tons escuros, com algumas luzes pontuais, e uma mesa cheia de miniaturas de guloseiras.
Reginald Scamander para o último halloween.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo primeiro, referente a 2014.

Reginald - Isul Light | Dia 11 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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